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	<title>Aromas de luz</title>
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	<description>Pequenas Histórias da Beira</description>
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		<title>Aromas de luz</title>
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		<item>
		<title>Nas vertentes do Carregal</title>
		<link>http://dbgoncalves.wordpress.com/2008/04/14/nas-vertentes-do-carregal/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 12:39:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamantino Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[  Nas vertentes do Carregal Os últimos construtores de “jardins suspensos” Ainda há gente que precisa de terra. Ao longo dos séculos moldaram as encostas, semearam esperança, resistiram e obstinadamente continuam a lutar contra a adversidade do meio, humanizando a &#8230; <a href="http://dbgoncalves.wordpress.com/2008/04/14/nas-vertentes-do-carregal/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dbgoncalves.wordpress.com&amp;blog=1532180&amp;post=20&amp;subd=dbgoncalves&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong> </strong></h2>
<p>Nas vertentes do Carregal</p>
<p>Os últimos construtores de</p>
<p>“jardins<br />
suspensos”</p>
<p>Ainda há gente que precisa de terra. Ao longo dos séculos moldaram as<br />
encostas, semearam esperança, resistiram e obstinadamente continuam a lutar<br />
contra a adversidade do meio, humanizando a paisagem</p>
<p>Fernando Paulouro Neves (texto)</p>
<p>Diamantino Gonçalves (Fotos)</p>
<p>(“Terra</p>
<p>sem uma gota</p>
<p>de céu”</p>
<p>(Carlos de<br />
Oliveira)</p>
<p>AO LONGE, recortam-se no horizonte dos socalcos umas silhuetas humanas,<br />
gente que se movimenta sobre a terra numa faina continuada e pesada, que<br />
recomeça sempre. A estrada asfaltada, que é uma cobra negra a serpentear,<br />
acabou de despedir-se das margens do Zêzere, que agora caminha entre ladeiras<br />
apertadas e sinuosas para, cortada a ponte do Pisão (que tem “alminhas”<br />
floridas nas grades: lembranças avulso de mortes acidentais), subir na<br />
descoberta das terras altas onde ainda vive gente.</p>
<p>As silhuetas dos corpos voltam a surgir na retina, em plano mais<br />
aproximado, como um detalhe do horizonte. Estão lá ao cimo, nos breves terraços<br />
de terra que cultivam. É um grupo, família e amigos, pela certa, que em feriado<br />
santo, mal o sol desponta, vem aos preparos da terra e aos cuidados da loja dos<br />
animais, pequeno rebanho de cabras brancas e cinzentas, chefiadas por um bode,<br />
mais tingido de negro, de imponentes barbaças, que depois irá pastar nos campos<br />
verdes da Primavera. É para lá que vamos. Três mulheres e um homem andam a<br />
“descomarar” a terra.</p>
<p>NAS vertentes do Carregal, entre pinheiros que o vento semeou a esmo, as<br />
escarpas foram-se afeiçoando aos desejos do homem e à sua fome de terra. A<br />
escassez do agro aguçou o engenho e as mãos, à força do gume da enxada ou da<br />
sachola, transformaram paisagens inóspitas em minifúndios apetecíveis que, à<br />
distância do olhar, às vezes parecem pequenos jardins suspensos.</p>
<p>Este imemorial trabalho de humanização é também o resultado de uma certa<br />
rebelião contra um destino atroz, edificado na configuração de um povoamento<br />
traçado com a régua e o esquadro das desigualdades, como se os deuses tivessem<br />
aberto uma caixa de Pandora e soprado no vento todas as dificuldades, todas as<br />
sedes e suores, por conta própria ou alheia, desenhando a vida sempre a<br />
compasso de uma terra sáfara, que pede sempre esforço acrescido, quantas vezes<br />
épico, na melhoria que é a transformação a palmo da paisagem.</p>
<p>Mil vezes o homem se ergueu do chão contra o feixe atávico do meio, numa<br />
resistência longa contra o gueto das circunstâncias e das penúrias, perdendo<br />
menos tempo na lamúria do que na acção de criar condições mínimas para se fazer<br />
a si próprio.</p>
<p>Mil vezes o olhar se confronta contra o resultado material e físico dessa<br />
gesta magnífica, na conquista da terra (a fazer lembrar a parábola<br />
cinematográfica de “A Ilha Nua”: aí, havia terra, mas a gente precisava de<br />
água!) paisagens sofridas, feitas à custa de esforço comum, aqui e ali<br />
micropaisagens que têm dentro de si raivas e pu-nhais. Uma longa via-sacra de<br />
sofrimento, que é sempre o trabalho que se faz esperança à custa de mitos<br />
ancestrais ou de estímulos bem mais terrenos e elementares, convergentes na</p>
<p>aventura definidora da condição humana: ganhar o pãozinho nosso de cada dia.</p>
<p>Mil vezes os olhos se prenderam àquelas imagens surpreendentes dos pequenos<br />
muros, que se fizeram cálices, para abraçarem escassa terra onde as oliveiras,<br />
que ainda hoje lá estão, suavizam a rudeza das encostas do Tejo, do Ocreza e<br />
até do Zêzere. Pedra a pedra, com as mãos, se cavaram esses muros, se plantaram<br />
as árvores, se afei-çoou o aspecto rude e bravo dos lugares.</p>
<p>AINDA hoje arrepia, quem for dado a esses sentimentos prosaicos, imaginar o<br />
esforço humano, o trabalho de sol a sol, o suor ou o sangue que decerto<br />
correram nessas batalhas do sem fim em louvor do homem.</p>
<p>Depois de décadas de abandono dos campos – persistir na agricultura chegou<br />
a parecer um crime&#8230; lembram-se?– há por esta Beira muitos resistentes,<br />
porventura os últimos, que continuam a tratar a terra e a torná-la fértil como<br />
mãe úbere, e não entram nas estatísticas. É, na maior parte dos casos,<br />
agricultura para consumo próprio, às vezes fugaz contributo para a<br />
sobrevivência difícil.</p>
<p>Há cerca de dez anos, encontrei idêntica capacidade de resistência e<br />
sofrimento nas encostas da Fórnea, a caminho do Ceira, onde os homens, todos os<br />
anos, vêm buscar a terra fértil que o Inverno vaza pelo declive, para as<br />
margens da ribeira, e a repõem no cimo, levando-a às costas, em cestos de vime.</p>
<p>Sobem, passo a passo, vergados ao peso da terra funda, em gestos pacientes<br />
contra a erosão do tempo. Semeiam terra, onde hão-de depois semear culturas,<br />
quatro palmos de solo ou pouco mais que o garimpo transforma em superfície<br />
útil. Vencedores sem medalha da adversidade.</p>
<p>Nas vertentes do Carregal, o trabalho é diferente: “descomarar”. Mas<br />
idêntico é o esforço e a fome de terra, que o olhar paciente e sofrido da<br />
senhora Beatriz Ladeira, transportando mais uma canastra de terra escura para<br />
que o chão se torne úbere, como uma mãe.</p>
<p>“Céu</p>
<p>sem uma gota</p>
<p>de terra”</p>
<p>Carlos de<br />
Oliveira)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A c t o  d e  p r<br />
i m a v e r a</p>
<p>e m  t e r r a  a g r e s t e</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Ainda há resistentes que põem na terra todo o “empenho do coração. Esta é<br />
a história dos últimos garimpeiros: herdeiros de gente que fez da terra ouro e<br />
que, na saga de transformar as condições inóspitas, humanizou a paisagem</p>
<p>CÁ DO alto, vislumbra-se um horizonte de montanhas, às vezes de “pequenas<br />
serras paradas”. E quando se apura mais o olhar, ao redor e ao longe,<br />
pressente-se o Zêzere a correr, lá ao fundo, depois de Dornelas, num leito de<br />
passo largo a caminho das águas calmas e fundas da barragem do Cabril.</p>
<p>Mas o cenário dominante é o país do pinhal. Os pinheiros ocuparam solos<br />
rudes de cascalho e xisto, onde as estevas e os rosmaninhos florescem dando um<br />
toque de amenidade ao solo agreste. Aqui, o imaginário da posse da terra não<br />
inclui campos a perder de vista, ânsias de latifúndios; é preciso afeiçoá-la, a<br />
terra, ao coração da vida, não se morreu nunca por cá por um desejo desmedido<br />
de ter a imensidão possível, como acontece no fabuloso conto de Tolstoi, A<br />
terra de que precisa um homem.</p>
<p>O seu abandono é uma deserção mal compreendida e alguns guardam dentro de<br />
si esse ressentimento porque nem quatro palmos tiveram de seu. Por isso, ainda<br />
há resistentes que põem na terra todo o “empenho de coração”, o rigor de que<br />
falam os versos de Eugénio de Andrade, na respiração verbal da relação poética<br />
que ele fixou entre o trabalho de uma camponesa de Cantão e outra de<br />
Alpedrinha, ambas na tarefa de regar as leiras com mão segura.</p>
<p>É essa realidade primordial que nos transmitem Maria de Jesus Gaspar<br />
Gonçalves, o marido, José Dias Mendes Ladeira, a irmã deste Beatriz Dias<br />
Ladeira, ou Lucília Baptista Dias da Silva, viúva de mineiro, vestida de negro<br />
“até à alma”. Todos, como um só, num dos socalcos, envolvidos na faina de<br />
“descomorar”. Que quer dizer este falar do povo? É simples: vão buscar a terra<br />
que se acumula na parede do cômoro para repô-la nas quadrículas muradas que<br />
descem até à ribeira que vai para o Pisão.</p>
<p>Os terraços de cultivo vão em escadas até lá ao fio de água e passam depois<br />
para lá da estrada, sempre numa geometria difícil, até ao fundo, onde se<br />
aglomeram casas e gente, lugar que o Pisão já dominou, nos tempos áureos em que<br />
o lagar de varas estava de pé e não tinha mãos a medir para moer azeitona e<br />
fazer aquele azeite antigo que no imaginário é um manjar de deuses.</p>
<p>A senhora Maria de Jesus Gonçalves, 60 anos, explica-me que “os chões são<br />
inclinados e com a chuva e até com a rega, a terra vai- -se”. “Em cada<br />
Primavera, quando o tempo está mais doce, é preciso trazê-la, de novo para o<br />
cultivo”.</p>
<p>É o que estão a fazer nesta manhã, como se estivessem a renovar uma raiz<br />
primordial. “Preparamos a terra para batatas e milho, até lá abaixo à ribeira”,<br />
conta Maria de Jesus. “O milho é muito ruim de criar”. Cesta a cesta, lá vão<br />
elas, formigas humanas que transportam terra.</p>
<p>Chamam-lhe “trabalhar à formiga” e não há dúvida que a sabedoria popular é<br />
clara como a água.</p>
<p>– Trabalhar à formiga é dividir o percurso a meio, agora levo eu a cesta de<br />
terra à cabeça e depois passo-a à Beatriz (57 anos) ou à Lucília (53) – explica<br />
Maria de Jesus Gonçalves. – Assim sempre sossegamos um pouco do esforço.</p>
<p>O senhor José Dias Mendes Ladeira, aos 60 anos, não dá descanso aos braços.<br />
“Estive em França, 28 anos, na construção civil, trabalhei lá muito xisto,<br />
especializei-me nisso e cá continuo a fazê-lo (Janeiro de Cima), parar é<br />
morrer”.</p>
<p>Enquanto enche as cestas de terra diz-me que isto “dá uma grande<br />
trabalheira, mas quando as coisas são feitas com amor, sentimos maior a<br />
felicidade”. “E, olhe!, isto não é para vender, é para consumirmos em casa”.</p>
<p>– Sabem melhor as batatas?</p>
<p>– Saberão! – replica com um sorriso. – Somos nós que as cultivamos&#8230;</p>
<p>Talvez nada ensine melhor esta funda identificação à terra do que a<br />
explicação que ele me dá (e volta a sorrir, outra vez):</p>
<p>– Fui criado nisto. Podia lá ver a terra abandonada.</p>
<p>A senhora Maria de Jesus Gonçalves tem uma história singular. Ao contrário<br />
de outros, não acompanhou o marido na longa estada em França:</p>
<p>– Fiquei cá, com os meus filhos, um rapaz e uma rapariga,</p>
<p>O marido, logo acrescenta:</p>
<p>– Era ela que tratava de tudo isto, fartou-se de trabalhar!”</p>
<p>– Estes terrenos foi tudo cavado à mão&#8230; – lembra Maria de Jesus. José<br />
Ladeira confirma e acrescenta a lembrança de outros tempos:</p>
<p>– Trabalhava-se com uma junta de bois, cheguei a trazer cá 12 mulheres!</p>
<p>Mas a verdadeira heroína é a mulher – e não falta unanimidade para<br />
confirmar o facto:</p>
<p>– Era danada para trabalhar!</p>
<p>Vendo-a transportar a terra, penso em voz alta:</p>
<p>– E ainda é!</p>
<p>Ela não quer esquecer canseiras antigas:</p>
<p>– É um trabalho ruim, muito duro&#8230;</p>
<p>Não é um queixume, é apenas memória viva.</p>
<p>O SOL está a pino, este terraço em que estamos à conversa e ao trabalho,<br />
está quase pronto. Em breve ficará um “brinquinho”: vai dar bom milho que há<br />
fartura de água ali mesmo ao lado, na pequena represa.</p>
<p>Há muitas oliveiras que descem para o vale, lá estão muros de pedra a<br />
sustentá-las. E não muito longe dos sítios onde os pássaros cantam, uma<br />
cerejeira em flor ajuda a fazer deste acto de Primavera, – um acto de<br />
esperança. A água canta em pequenos fios que correm escarpa abaixo. É a<br />
sabedoria do aproveitamento desse recurso essencial que se projecta no quadro<br />
rural, à frente dos nossos olhos. É o que dizem as palavras de José Dias<br />
Ladeira: “Água não falta, graças a Deus&#8230;”</p>
<p>Esta ligação à terra faz parte de um sentimento de pertença que se tornou<br />
muito nítido na relação da emigração com o mundo rural. A identidade com a<br />
terra é um fenómeno imemorial que a falta de gente vai esvaziando, ou quase já<br />
esvaziou de todo. Em cada aldeia, há histórias de casas fechadas e de silêncios<br />
pesados. Há sempre alguém a lembrar: quando morre o último habitante da casa, a<br />
cravelha pregada na porta quer apenas dizer abandono sem regresso. As silvas e<br />
a vegetação que trepa pelas paredes e se insinua no interior traduz a realidade<br />
de uma ausência definitiva e total.</p>
<p>Parece um destino inelutável, aqui e ali há quem regresse às origens, é<br />
verdade, mas há uma consciência adquirida de que esta geração – esta com quem<br />
estamos vivendo estes momentos – pertence à categoria dos últimos garimpeiros<br />
da terra, os últimos construtores de “jardins suspensos” em terra sáfara.</p>
<p>O homem do Carregal, José Dias Ladeira, que tem pensado muito nisto, não<br />
tem dúvidas:</p>
<p>– Os mais novos já não querem saber disto!</p>
<p>Dizem isso com tristeza, olhos baixos, mas sem ressentimentos. Quando se<br />
lembram de antigamente todos concordam que o esforço contido nestas conquistas<br />
da terra foi sobre-humano, às vezes (ou sempre?) quase escravo. A identidade<br />
telúrica que alimenta a história bem pode ligar-se ao labirinto de partidas e<br />
chegadas, de que se faz a vida, invertendo a formulação de uma vontade: o<br />
coração que é livre, vai; o corpo que é escravo, fica!</p>
<p>O SOL caminhou pelo horizonte, as nuvens começam a fazer desenhos malucos<br />
no céu, que logo se dissolvem noutros, em estranha coreografia. Em tempo de<br />
Páscoa, os lugares e aldeias são reocupados, há mais gente, às vezes parece que<br />
ouvimos sonoridades antigas de risos de crianças. Muitos vieram de longe matar<br />
saudades desta luz primordial. Gostam de olhar para aqueles que, ainda hoje,<br />
fazem todos os dias uma faina de celebração da terra.</p>
<p>Olho outra vez as pessoas, os socalcos roubados à morte e penso nestes<br />
garimpeiros para quem o ouro é a terra. Castanha, funda. À espera de um homem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Jornal do Fundão, 3 de Abril de 2008</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong> </strong></h2>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dbgoncalves.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dbgoncalves.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dbgoncalves.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dbgoncalves.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dbgoncalves.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dbgoncalves.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dbgoncalves.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dbgoncalves.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dbgoncalves.wordpress.com&amp;blog=1532180&amp;post=20&amp;subd=dbgoncalves&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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